No âmbito da Caravana FNAM, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN-FNAM) reuniu com os médicos da ULS de Santo António, no dia 12 de maio, tendo confirmado que o mal-estar dos profissionais se mantém e que vários problemas anteriormente denunciados continuam sem resolução concreta.

Os médicos relataram ao SMN:

  • A progressão horizontal continua bloqueada, sem aplicação da ponderação curricular ou da avaliação de desempenho, apesar do que havia sido transmitido pelo Conselho de Administração ao SMN na reunião de 3 de fevereiro, no sentido da sua resolução;
  • A Direção do Departamento das Pessoas e Bem-Estar mantém graves dificuldades de resposta aos profissionais, com ausência de atendimento presencial regular e recurso a sistemas telefónicos automatizados sem resposta;
  • Persistem problemas relativos ao gozo dos descansos compensatórios após domingos e feriados;
  • O SMN alerta para a ilegalidade da prestação de trabalho por médicos internos ao sábado, fora do contexto de urgência ou trabalho suplementar, deixando os médicos sem o devido enquadramento e proteção laboral;
  • Mantém-se a sobrecarga grave no Serviço de Urgência na área da Medicina Interna, com internos e especialistas em situação de pressão permanente, escassez de médicos especialistas e preocupação crescente pelo facto de várias vagas para internato de formação específica e contratação de especialistas em Medicina Interna continuarem por ocupar;
  • Continua o recurso ilegal a médicos internos de formação especializada de áreas diferentes da Medicina Interna para realização de Serviço de Urgência de Medicina, fora do respetivo programa formativo.

O SMN considera inaceitável que problemas reconhecidos pelo próprio Conselho de Administração continuem sem resposta concreta no terreno.

O Sindicato dos Médicos do Norte interpelará novamente o Conselho de Administração da ULS de Santo António e, perante a manutenção destas situações, acionará todos os mecanismos legais, sindicais e contenciosos ao seu dispor para defesa dos médicos e das carreiras médicas.

Os médicos não continuarão a suportar o funcionamento da ULS de Santo António à custa da degradação permanente das suas condições de trabalho.