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Categoria: Artigo Opinião – Joana Bordalo e Sá

Artigo Opinião - Joana Bordalo e Sá

Quando os factos não cabem na narrativa | Nascer do Sol

Li recentemente mais uma reflexão de Anselmo Crespo sobre sindicatos, médicos e reforma laboral. Confesso que a achei útil. Não porque tenha acrescentado novidades ao debate, mas porque ilustra uma tendência recorrente da discussão pública em Portugal: discutir os representantes dos profissionais e ignorar os resultados das políticas públicas. Por isso, talvez valha a pena começar por responder à única pergunta que merece uma resposta objetiva. Quantos médicos representam os sindicatos da FNAM? Mais de 8 mil. Num país onde a...
Artigo Opinião - Joana Bordalo e Sá

Um médico exausto é um problema de todos. | Nascer do Sol

Li com interesse a crónica de Anselmo Crespo sobre a greve geral de 3 de junho. Interessa-me particularmente porque fui uma das pessoas mencionadas no texto e porque, sendo oncologista médica, presidente do Sindicato dos Médicos do Norte e vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos, conheço razoavelmente bem a realidade laboral que motivou a mobilização de milhares de trabalhadores. Permita-me, por isso, um convite à reflexão. Quando se discutem horários, descanso, trabalho suplementar ou direitos laborais dos médicos, não estamos apenas...
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A realidade dos médicos não cabe numa folha de cálculo | Eco

A opinião de José Paulo Soares sobre o artigo que assinei, “Como vai a reforma laboral afetar a sua saúde?”, parece assentar na ideia de que a exaustão é um efeito colateral menor da produtividade. Não é. Talvez essa perspetiva seja compreensível em setores onde o erro gera um atraso, uma perda financeira ou um incómodo. Na Medicina, porém, o erro pode custar vidas. Quando escrevi sobre o impacto da reforma laboral na saúde dos profissionais e dos utentes, não estava a...
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Como vai a reforma laboral afetar a sua saúde? | Expresso

A exaustão laboral destrói qualquer profissional. Na Medicina pode pôr em risco decisões clínicas e os próprios cuidados prestados aos doentes. É isso que esta reforma laboral ameaça normalizar. Os médicos vão fazer greve no dia 3 de junho porque aquilo que está em causa é uma profunda degradação das condições de trabalho: despedimento facilitado, precarização dos vínculos, desregulação dos horários e imposição de bancos de horas que podem transformar semanas de 50 horas normais de trabalho numa regra. Na prática, isto significa...
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Litigar para trabalhar: o SNS que se processa a si próprio | Expresso

No SNS, cumprir a lei tornou-se exceção: médicos só recebem o que é devido após tribunal. Entre inovação de topo e trabalho não pago, o Estado normalizou o incumprimento — não falha, escolhe não cumprir. No Serviço Nacional de Saúde (SNS) instalou-se uma cultura silenciosa, mas profundamente corrosiva: a da litigância como via normal de reconhecimento de direitos. Médicos recorrem cada vez mais aos tribunais não por opção, mas por necessidade e, na maioria dos casos, ganham. Isso expõe uma falha...
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Estacionamento no SNS: um custo inaceitável para quem cuida | Público

Direto de Resposta de Joana Bordalo e Sá, Presidente do Sindicato dos Médicos do Norte, Vice-Presidente da FNAM, a um artigo de opinião publicado a 18 de Março de 2026 nas edições impressa e online do PÚBLICO por “Sem estacionamento não há SNS”. A questão do estacionamento não é acessória nem recente. No Hospital de Braga, decorre de um modelo herdado da anterior parceria público-privada, que mantém custos elevados para profissionais e utentes, sem alternativa adequada, tendo inclusivamente registado aumentos nos últimos dois anos. Trata-se de...
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Da falta de médicos aos partos na ambulância | Folha Informativa Nº 42 – Associação Conquistas da Revolução

A destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não é um erro, nem um acaso, nem uma fatalidade. É o resultado de uma escolha política consciente, feita por sucessivos governos e hoje aprofundada pelo governo de Montenegro. Um SNS enfraquecido serve interesses económicos claros: enquanto o serviço público perde médicos, encerra serviços e falha à população, o setor privado cresce, expande-se e lucra. Mais de 1.500 milhões de euros de investimento privado na saúde avançam com o aval do governo, ao...
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Quando o SNS trata os médicos como peças de fábrica | Expresso

O SIADAP transformou a progressão numa dependência de pontos, metas e classificações com quotas limitadas. O sistema tenta quantificar aspetos da medicina que não são mensuráveis, como diagnósticos complexos. Houve um tempo em que a carreira médica tinha regras claras. Ao fim de três anos no mesmo escalão, o médico progredia. Sem quotas. Sem jogos. Sem bloqueios administrativos. Havia previsibilidade — e isso fixava profissionais no serviço público. O tempo de serviço, a experiência e a responsabilidade eram reconhecidos. A avaliação...
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O SNS não precisa de pulseiras douradas | Expresso

Não surpreende que o PR tenha decidido não promulgar três diplomas na área da Saúde. Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu a fragilidade e o risco das reformas propostas. O estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com que entramos em 2026 não é uma surpresa. É o desfecho previsível de uma escolha política deliberada do governo Montenegro: enfraquecer o SNS para normalizar a sua substituição progressiva por um “sistema” onde o público assume o risco e o privado recolhe o lucro....
Artigo Opinião - Joana Bordalo e Sá

Quando o Governo foge às suas obrigações, inventam um Inimigo: os Médicos | Jornal Sol

A crise não nasce dos profissionais, mas de uma política que transforma a saúde num mercado. O discurso que se tenta impor é o de que os médicos são responsáveis pelo estado da Saúde. É conveniente desviar atenções do essencial: o plano deliberado de enfraquecimento do SNS para entregar parcelas cada vez maiores aos grandes grupos privados. Anunciam-se ‘eficiências modernas’, compromissos de mil milhões para o setor privado e a expansão acelerada de grupos como Luz, Lusíadas ou Trofa Saúde, este...