Menos de um mês após o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) ter exigido o cumprimento da lei, a Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António deixou de escalar médicos internos para atividade assistencial integrada no horário normal aos sábados. A alteração põe fim a uma prática ilegal, protege a formação dos futuros especialistas e contribui para que os cuidados de saúde sejam prestados por médicos com uma formação mais segura e de maior qualidade.
A 29 de maio, o SMN exigiu à Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António o fim da inclusão de médicos internos em atividade assistencial programada aos sábados, integrada no seu horário normal e sem que esse trabalho fosse considerado trabalho suplementar, no Serviço de Endocrinologia. A partir do mês de junho, essa prática cessou, tendo sido reposto o cumprimento do regime legal aplicável ao Internato Médico.
O Internato Médico existe para formar especialistas altamente qualificados e rege-se por regras próprias que asseguram uma formação adequada e supervisionada. Numa especialidade sem serviço de urgência, como a Endocrinologia, a atividade assistencial programada aos sábados não pode integrar o horário normal dos médicos internos. O cumprimento destas regras protege os direitos dos médicos e garante que os futuros especialistas adquirem as competências necessárias para prestar os melhores cuidados de saúde à população.
Esta alteração demonstra que a intervenção do SMN produz resultados concretos. O cumprimento da lei protege a formação médica especializada, valoriza o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e contribui para cuidados de saúde mais seguros e de maior qualidade.
O Sindicato dos Médicos do Norte continuará a intervir sempre que estejam em causa os direitos dos médicos, a formação médica especializada e a segurança dos cuidados prestados aos utentes. Porque defender melhores condições de formação e de trabalho é também defender um SNS mais forte e melhores cuidados de saúde para toda a população.