O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denuncia mais uma situação grave na ULS Braga: o Conselho de Administração (CA) insiste em impor objetivos como a “sustentabilidade ambiental” ou a “satisfação dos utentes” na avaliação dos profissionais, mesmo depois de já ter sido alertado e contrariado pelas entidades competentes.

Em causa estão metas impostas de forma transversal, que não dependem diretamente do desempenho individual de cada médico e servem apenas para distorcer a avaliação, criando critérios arbitrários e desresponsabilizando a própria gestão.

Perante esta situação, o SMN já tomou medidas formais:

  • Enviou uma missiva ao CA da ULS Braga a exigir a correção destes objetivos;
  • Apresentou nova queixa junto da ACSS, que já anteriormente deu razão aos profissionais e determinou a necessidade de retificação dos critérios.

Apesar disso, o CA opta por ignorar essas orientações e volta a impor exatamente os mesmos objetivos.

Ou seja: sabe que está errado — mas insiste.

Para o SMN é claro que estes objetivos são desajustados, injustos e penalizam os médicos por fatores que não controlam. Na prática, estamos perante uma tentativa de transferir para médicos e outros profissionais responsabilidades que pertencem à gestão das instituições.

Esta postura revela uma falta de respeito pelos médicos e por todos os profissionais de saúde.

O SMN exige:

  • O fim imediato dos objetivos abusivos;
  • O cumprimento das orientações já emitidas pela ACSS;
  • Uma avaliação justa, séria e centrada no trabalho real dos médicos.

Se esta situação não for corrigida, o SMN reserva-se o direito de avançar com todas as formas de ação que considere adequadas. Os médicos e restantes profissionais de saúde não podem continuar a suportar as consequências de decisões de gestão injustificadas.