Num momento em que o SNS atravessa uma clara degradação na resposta prestada à população — evidenciada pela falta de cerca de 800 médicos de família, que deixa mais de 1,6 milhões de utentes sem médico atribuído, e pelo encerramento de serviços essenciais como os de urgência de norte a sul do país — assiste-se a uma crescente transferência de cuidados e recursos para o setor privado, sem qualquer melhoria nas condições de trabalho ou na valorização salarial dos médicos do...