O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) renovou o aviso prévio de greve ao trabalho suplementar nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Ave, entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2026.
Os motivos que levaram à anterior paralisação continuam por resolver. A situação agravou-se com a decisão da ULS de impedir médicos de Medicina Geral e Familiar de gozarem férias previamente aprovadas entre 19 e 31 de dezembro, numa medida que desrespeita a autonomia organizativa das unidades de saúde e direitos laborais elementares.
Com esta greve, o SMN pretende travar a utilização sistemática do trabalho suplementar para suprir carências estruturais de recursos humanos e falhas de planeamento. O trabalho extraordinário deve ser excecional e voluntário, não podendo constituir uma resposta permanente às dificuldades de funcionamento dos serviços.
A paralisação visa também proteger a qualidade e a segurança dos cuidados prestados à população, rejeitando a sobrecarga dos profissionais e defendendo o cumprimento da legislação laboral e dos acordos coletivos de trabalho.
O Sindicato exige ainda que qualquer reforço da atividade assistencial, incluindo carteiras adicionais de serviços, resulte de processos de negociação efetiva com os médicos e as equipas, e não de imposições unilaterais ou formas de coação.
O SMN rejeita igualmente quaisquer ameaças de processos disciplinares ou outras formas de intimidação sobre médicos que exercem direitos legalmente consagrados.
Ao defender condições de trabalho dignas, o Sindicato dos Médicos do Norte defende também o direito das populações a cuidados de saúde seguros, de qualidade e prestados por profissionais valorizados e respeitados. A ULS do Alto Ave deve substituir a imposição pelo diálogo e encontrar soluções sustentáveis para os problemas que persistem nos Cuidados de Saúde Primários.
Consulte o aviso prévio de greve aqui.