O Sindicato dos Médicos do Norte, o Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica e a Comissão de Utentes da Saúde de Braga lançaram hoje uma petição pública pela gratuitidade do estacionamento no Hospital de Braga e pela redução dos custos suportados pelos utentes. 

Esta iniciativa dá continuidade ao momento de luta protagonizado na greve de 13 de março, no Hospital de Braga, onde esta reivindicação esteve em destaque, refletindo um problema sentido de forma generalizada por profissionais e utentes.
A petição surge como resposta ao atual modelo de exploração do parque de estacionamento, considerado injusto e penalizador tanto para quem trabalha como para quem necessita de cuidados de saúde.

Os promotores denunciam que os profissionais de saúde continuam a ser obrigados a pagar para estacionar no seu local de trabalho, o que constitui um encargo injustificado no exercício de funções públicas. Por outro lado, alertam para o impacto significativo que os custos de estacionamento têm sobre os utentes, muitos dos quais em situação de fragilidade e com necessidade de cuidados frequentes.

A petição destaca ainda que 25% da receita da exploração do parque de estacionamento é atualmente canalizada para a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em vez de ser utilizada para aliviar os encargos dos utentes ou melhorar as condições de acesso ao hospital.

Neste contexto, os subscritores exigem:

  • A isenção total e permanente do pagamento de estacionamento para todos os profissionais de saúde da ULS de Braga;
  • O fim de qualquer discriminação no acesso ao estacionamento, nomeadamente entre o Conselho de Administração, Direções e os profissionais que prestam cuidados de saúde diretos;
  • A criação de soluções de acesso rodoviário exclusivo que assegurem condições adequadas de segurança e fluidez;
  • A reversão dos 25% da receita atualmente entregues à ACSS, para que essa verba seja aplicada diretamente na redução das tarifas cobradas aos utentes;
  • A revisão do contrato de concessão do parque de estacionamento, de modo a assegurar que o interesse público, a dignidade dos trabalhadores e o bem-estar dos utentes prevaleçam sobre uma lógica meramente mercantilista.

Os promotores sublinham que “a saúde não pode ser transformada num negócio de estacionamento” e apelam à mobilização de profissionais e cidadãos.

A petição pode ser consultada e subscrita em:  http://participacao.parlamento.pt/initiatives/6161