A passagem da gestão do Hospital de São João da Madeira para a Misericórdia, com efeitos a 1 de novembro, exige transparência. O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exige ao Ministério da Saúde de Ana Paula Martins e ao Conselho de Administração da ULS de Entre Douro e Vouga respostas às questões colocadas no comunicado de 28 de julho, que continuam sem esclarecimento satisfatório.
A ministra da Saúde não demonstrou as alegadas vantagens desta transferência, nem explicou por que motivo os recursos destinados ao acordo não são aplicados no reforço da resposta sob gestão pública.
Exigimos informação concreta sobre as equipas responsáveis por assegurar os serviços a partir de 1 de novembro, a continuidade das consultas e dos tratamentos e a salvaguarda dos vínculos, das carreiras, das remunerações e das condições de trabalho dos médicos.
O SMN exige também às duas entidades esclarecimentos sobre o contrato de empreitada para a construção do Hospital de Dia Oncológico no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, um serviço que funcionava no Hospital de São João da Madeira.
O Ministério da Saúde e o Conselho de Administração têm ainda de indicar onde foi publicada a informação sobre a contratação e a execução desta obra e explicar, concretamente, em que consistiram as «vicissitudes» referidas na Portaria n.º 332/2026/2, de 27 de julho, que impediram o cumprimento dos prazos e do calendário de despesa previstos.
A transparência na gestão dos recursos públicos é uma obrigação. A ministra Ana Paula Martins e o Conselho de Administração têm de prestar contas, garantir a continuidade dos cuidados e assegurar os direitos dos profissionais.