O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denuncia que médicos, restantes profissionais e utentes da Unidade de Saúde Familiar Vilar Saúde, da ULS Gaia/Espinho, continuam a enfrentar temperaturas superiores a 32.ºC devido à avaria do sistema de climatização. O sindicato afirma que já alertou as entidades responsáveis, mas diz não ter obtido qualquer resposta.

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denunciou a situação vivida na Unidade de Saúde Familiar Vilar Saúde, da ULS Gaia/Espinho, onde médicos, restantes profissionais e utentes continuam a suportar temperaturas superiores a 32.ºC devido à avaria do sistema de climatização.

Segundo o sindicato, a situação foi formalmente comunicada, no passado dia 10 de julho, ao Conselho de Administração da ULS Gaia/Espinho e à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, tendo sido exigida a reparação urgente do sistema de climatização e a adoção de medidas provisórias que garantam condições mínimas de segurança. No entanto, o SMN afirma que, até ao momento, nenhuma das entidades respondeu nem resolveu o problema.

De acordo com o sindicato, as elevadas temperaturas já provocaram episódios de indisposição e lipotímias entre utentes. O SMN considera que a situação ultrapassa uma questão de conforto e classifica-a como um risco para a saúde pública.

No comunicado enviado às redações, o sindicato considera inaceitável que idosos, crianças e doentes sejam atendidos nestas condições e que os profissionais de saúde sejam obrigados a prestar cuidados sob stress térmico severo, alertando para o impacto que isso pode ter na segurança de utentes e trabalhadores.

O SMN defende que quem recorre a um centro de saúde tem direito a receber cuidados em condições dignas e seguras e critica a falta de intervenção por parte das entidades responsáveis e frisa que são os doentes a suportar as consequências da inação.

O sindicato exige uma intervenção imediata para resolver o problema e avisa que, caso persistam condições de perigo grave e iminente, apoiará os médicos no exercício dos seus direitos legais e participará a situação às entidades fiscalizadoras competentes.

Na nota divulgada, o SMN considera ainda inadmissível que, num Serviço Nacional de Saúde já pressionado, a falta de ação dos responsáveis continue a colocar em risco os profissionais de saúde e os utentes.