O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exige a reversão imediata do aumento das tarifas do parque de estacionamento do Hospital de Braga, em vigor desde 1 de fevereiro, e que as receitas do parque, nomeadamente os 25% atualmente destinados à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), revertam a favor dos profissionais que diariamente trabalham na unidade.

O SMN apresentou queixa à Provedoria de Justiça, com conhecimento à  Ministra da Saúde Ana Paula Martins, face à ausência de resposta por parte do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga e da ACSS, relativamente ao aumento injustificado, inusitado e penalizador das tarifas do parque de estacionamento do Hospital de Braga.

Com este aumento o custo anual do estacionamento sobe para 612 euros. Isto agrava seriamente as condições de trabalho dos médicos e de todos os profissionais do Hospital de Braga, numa unidade onde não existe alternativa de estacionamento, nem uma rede de transportes públicos eficaz. A falta crónica de lugares, somada ao aumento dos custos, cria pressão e instabilidade todos os dias para quem assegura cuidados de saúde essenciais à população.

O parque de estacionamento do Hospital de Braga existe para servir um hospital público, quem lá trabalha e quem lá é tratado — não para gerar lucro. Não pode continuar a funcionar como um negócio privado à custa de profissionais e utentes.

A ACSS, que fica com 25% das receitas do parque, não pode ignorar este aumento e deve tomar medidas concretas, assegurando que essa percentagem é canalizada para apoiar os profissionais e os utentes em vez de agravar os seus encargos.

Recorde-se que esta posição resulta de uma luta continuada: o SMN sensibilizou a Câmara Municipal de Braga, promoveu a recolha de 1471 assinaturas contra os aumentos das tarifas e enviou missivas à tutela, sem que, até à data, tenha sido apresentada qualquer solução.

Perante a ausência de respostas e de medidas corretivas, o Sindicato dos Médicos do Norte avançará com uma greve na ULS de Braga. Este aumento penaliza não só os profissionais, mas também os utentes, agravando os custos de acesso a cuidados de saúde num hospital público.

Pode ler a missiva enviada à Provedoria da Justiça aqui.