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Reporte gráfico da situação da covid-19 em Portugal em 17 de maio (cerca das 14h00)

usando dados da Direção Geral da Saúde

Os gráficos e tabelas aqui apresentados são formas de apresentação facilitadoras da observação dos dados diariamente publicados. Tal como a vida é feita de pequenos nadas, a covid-19 também vai evoluindo nos vários ângulos em que pode ser vista – umas vezes de forma mais nítida, outras nem por isso.

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1. a) A linha dos novos casos diários está cheia de picos para cima e para baixo. É o que mostra o primeiro gráfico. Se usarmos uma “média móvel”, podemos ver no segundo gráfico a mesma linha mais arredondada. Embora menos real, talvez sirva para ver melhor o que acontece nos próximos dias depois do desconfinamento relativo iniciado há apenas 2 semanas


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1. b) O registo de novos óbitos diários acompanha a tendência acima vista: uma subida lenta seguida de uma descida igualmente lenta. É o que se pode ver nas linhas abaixo (real e com média móvel)

 

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2. A diferença entre casos confirmados e “ativos” vai aumentando – estava em 3363 a 7 de maio, 14 dias depois está em 5854 (cresceu 74%). Foi anunciado que os “curados” estão a ser alvo de novas metodologias de contagem. 

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3. Os vírus não sabem quantas pessoas vivem nos municípios. Aceitam-se explicações para que os 5 municípios com mais casos por mil habitantes continuem a não estar entre os 5 mais populosos

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4. a) É natural que haja mais casos nas regiões que têm mais habitantes. Mas, em cada região, as taxas de letalidade (óbitos por cada 100 casos confirmados), apenas valorizadas nas 3 regiões mais populosas, as diferenças continuam difíceis de explicar.

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4. b) Se calcularmos a proporção de casos e óbitos em função da dimensão populacional podemos ver que as diferenças regionais continuam acentuadas.

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6. a) Os vírus não sabem o sexo das pessoas que contaminam e o número total de casos e óbitos devidos a covid-19 distribui-se equitativamente entre homens e mulheres.

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6. b) Os vírus não sabem a idade das pessoas e a sua distribuição por vintenas de anos é gaussiana. Também não sabem onde ficam os “lares de idosos”, pelo que temos, ao menos, duas explicações para ser nos mais velhos que continua a haver mais óbitos (67% dos óbitos tinham 80 anos ou mais): estado de saúde mais frágil (vulnerabilidade) e portas abertas naqueles espaços (negligência).

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7. A linha de mortalidade geral diária (todas as causas juntas) em Portugal continua a abrandar aproximando-se das dos últimos anos. 

«Esvaziámos os hospitais por causa da covid-19, e o resultado é haver mais gente a morrer por causa desse esvaziamento do que por causa do vírus. Isto não faz sentido.» Esta tese, escrita ontem por um tudólogo profissional, só tem um bocadinho de verdade: não faz sentido!

“Calma aí …KEEP CALM AND Be Prudent Poster | joshuaabcd | Keep Calm-o-Matic… se não for preciso sair”

(*) “A vida é feita de pequenos nadas” é uma música de Sérgio Godinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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