(mais em Legislação)
Eu gosto mais de olhar para a progressão dos 7 dias anteriores por milhão de habitantes, e Portugal não está lá muito bem (tirei a Espanha porque está tão alta – com 17 óbitos por milhão nos 7 dias anteriores – que torna o gráfico ilegível).
Enquanto os casos se mantêm estáveis, tem havido uma aumento considerável de óbitos.
Os óbitos da França refletem o aumento de casos nas semanas anteriores. A holanda está com uma progressão em casos e óbitos muito semelhante à da França com cerca de 10 dias de diferença. A Grécia e a Itália estão a ter um aumento
significativo de óbitos sem ter um aumento dos casos. O Reino Unido tem crescido em casos e óbitos, enquanto a Bélgica anda aos altos e baixos.

Outro indicador é a comparação entre o número de óbitos dos 7 dias anteriores e a média de óbitos por semana – Portugal está a aproximar-se muito da sua média. Claro que tendo controlado a pandemia
relativamente bem em Abril, a média é mais baixa que em outros países. Mas em números absolutos estamos a aproximar-nos da média semanal de mortes por gripe em 2018/2019 (dados de jornais).
Em baixo, uma comparação com a Suécia que tem uma população semelhante.

Comparando os 7 dias anteriores por milhão de habitantes, com a média semanal por milhão de habitantes. O gráfico da Grécia está atualmente muito acima da média devido ao histórico baixo dos seus
óbitos e o aumento recente. A França e o Reino Unido estão a aumentar mas ainda longe das próprias médias devido aos picos de abril.


Mas bom bom é comparar-nos com o Brasil e os EUA… … afinal não andam longe da média da França…

Então com a Rússia e a Índia… … ui






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Mas, quando comparamos os nossos números com os de outros países, vemos que os óbitos/milhão (linha vermelha) não "curvam" como os casos/milhão (barras azuis). Como diz o professor Arlindo Oliveira hoje no PÚBLICO:
«Para além da curiosidade intelectual, o que podemos concluir deste estranho fenómeno, onde as tendências de cada segmento não se reflectem na tendência global? Acima de tudo, que é difícil comparar países, sectores ou
instituições onde as distribuições das características relevantes são muito diferentes. Por exemplo, quando comparamos os números de mortos por covid-19, país a país, devemos ter em conta não só a dimensão do país, normalizando
a análise por número de habitantes, mas também a distribuição etária. Neste aspecto, o resultado que Portugal obteve até agora, com um baixo número de mortes por covid por milhão de habitantes é particularmente meritório porque
o nosso país tem uma das populações mais envelhecidas do mundo. De facto, Portugal é o quarto país do mundo com uma população mais envelhecida, atrás apenas do Japão, Itália e Finlândia.»
Vivemos tempos de exceção, a pandemia Covid 19 tomou conta das nossas cabeças. Face à
evolução imprevisível da situação infeciosa tudo é equacionado em função da mesma, na Saúde
em particular.
Se no Serviço Nacional de Saúde (SNS) os problemas já eram muitos hoje são avassaladores. O
SNS vê-se obrigado a responder a mais uma exigência de saúde pública que, além de exigir
respostas imediatas, requer um estado de alerta permanente a todos os níveis de cuidados de saúde
(ver o texto na íntegra em anexo)
Se há uns que pecam por defeito e outros por excesso, talvez as somas de óbitos, curados e ativos no Mundo, compensando uns pelos outros, corresponda ao meio termo.
Portugal estará, por isso, bem na fotografia mas, confesso, não sei se é mesmo assim.


Acordo Coletivo de Trabalho n.º 10/2020 - Diário da República n.º 169/2020, Série II de 2020-08-31 141469879
Modernização do Estado e da Administração Pública - Direção-Geral da Administração e do Emprego Público
Acordo coletivo de empregador público entre as Forças Armadas, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 68-A/2020 - Diário da República n.º 168/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-08-28
Presidência do Conselho de Ministros
Prorroga a declaração da situação de contingência e alerta, no âmbito da pandemia da doença COVID-19