(mais em Legislação)
Assim como, por ex.º, Lisboa tem mais casos positivos (somados desde o início da pandemia) por ter mais população mas está em 7.º lugar quando ajustamos o número à dimensão populacional, o gráfico da distribuição por grupos etários
que enviei na terça-feira é algo diferente se o ajustarmos à população de cada grupo etário, como sugeriu um amigo atento.
Fica assim, com os dados de ontem:


O bruto seria assim:

Senhor Presidente da República, Senhor Primeiro Ministro, responsáveis políticos em geral; de que é que estamos á espera para mudar “as regras do jogo” face ao recrudescer da pandemia?
Como pode o País aceitar que, por exemplo, as grávidas do hospital de Santarém tenham de ser transferidas para Vila Franca de Xira porque sete Anestesistas, supõem-se que assintomáticos, estejam de quarentena por a uma colega da mesma especialidade ter sido diagnosticada Covid-19! Partilhando o mesmo serviço e os mesmos locais de trabalho, não o fizeram de forma protegida usando como proteção, entre outras, máscara cirúrgica? Nos seus contactos hospitalares, não estiveram envolvidos outros grupos profissionais (enfermeiros, auxiliares ….) e doentes com outras patologias anestesiados pela colega! Pergunta-se: que lhes aconteceu?
(ver documento na íntegra, em anexo)
Espaço Público
(ver documento anexo)
Nas últimas semanas, em números absolutos, a região Norte regista acréscimos notórios:

Contudo, considerando os dados desde o início e a dimensão populacional,
as duas maiores regiões equivalem-se em casos e óbitos:

Acompanhando o crescimento de casos positivos, verifica-se um acentuado acréscimo de internamentos, embora as situações mais críticas cresçam a menor ritmo:

A distribuição etária atual pouco difere da de 1 de agosto:


Manter as cautelas de responsabilidade individual continua a ser imperativo!

ver documentos em anexo
By J Med Ethics: ver link
https://jme.bmj.com/content/medethics/early/2020/10/15/medethics-2020-106266.full.pdf
Pressupondo que os dados da Worldometers são confiáveis, veja-se como tem crescido o número de pessoas com covid ativa nestes 3 países:

Agora, compare-se estes países com outros, tendo em conta a dimensão populacional de cada um:

Se se olhar para a percentagem relativa de covid ativa em cada país, encontra-se esta intrigante figura:

Santana Maia assinaria a carta aberta dos bastonários?
Julgo que não.
Quando, em 1993, o Dr. Santana Maia (1936-2012) tomou posse como bastonário da
Ordem dos Médicos foi uma surpresa geral. Não era cirurgião, não era professor, não
era de Lisboa. Tinha um passado de militância democrática e de participação cívica
multifacetada. Com António Arnaut, tinha o seu nome ligado à fundação do Serviço
Nacional de Saúde.
Se ainda vivesse, creio que não juntaria o seu nome à tese de que foi errada a resposta
firme à expansão da pandemia em março, abril e maio, pese embora os custos.
Provavelmente subscreveria as palavras finais dessa carta – «É o momento de reforçar
a capacidade de resposta da saúde pública, dos cuidados de saúde primários, da
saúde ocupacional, da medicina hospitalar, e de reforçar o acesso à saúde nas zonas
mais carenciadas. É o momento de concretizar a verdadeira transformação digital na
medicina à distância com respeito pela sua essência mas valorizando sempre a relação
humana médico-doente. É o momento de integrar a saúde e a segurança social nos
lares para melhor proteger os nossos idosos. É o momento do SNS unir os
portugueses. Não podemos voltar a deixar alguém ficar para trás.»
Mas certamente acrescentaria: Pode contar connosco para isso!
Rosalvo Almeida
A presente Pandemia de Corona Vírus coloca naturalmente inúmeras interrogações e preocupações a
todos os níveis.
Sendo um problema de saúde, é ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) que compete o essencial da sua
prevenção e tratamento.
Porém, há que ter consciência de que vamos ter de viver ainda longos meses sem que seja encontrada
uma solução eficaz para a infeção, quer pela descoberta de uma vacina, quer de medicamentos
eficazes.
(ver o documento na íntegra, em anexo)