(mais em Legislação)
Nesta discriminação sem sentido entre nações europeias, a Dinamarca deu o pontapé de saída: Podem entrar todos menos Suecos e Portugueses. Dado o mote, outros tantos países houve que lhe seguiram a peugada entre os quais, espanto dos espantos, a nossa velha e incondicional histórica aliada e, há que dizê-lo, mais que todos infetada.
Mesmo sabendo da impossibilidade de conter a vinda de turistas da Grã-Bretanha via Espanha, ou talvez por o saber, o governo de Boris Johnson decidiu juntar-se ao coro dos estigmatizantes. É caso para dizer, não fosse a forte crise que atravessa a indústria do Turismo, estaríamos gratos ao preclaro primeiro-ministro Inglês pela tentativa de nos pôr a salvo de visitantes do país europeu com maior número de mortos e de internados em cuidados intensivos pelo Covid-19.
O problema é que, Algarve em especial, estamos mesmo necessitados de visitantes estrangeiros que nos ajudem a reabilitar a hotelaria e indústrias associadas. Ou, para ser mais claro, precisados de divisas que ajudem a mitigar a enorme crise económico-financeira em que, sem mais culpa que os demais, nos vimos mergulhados.
Dito isto e porque já ninguém nos livra do estigma de “feios, porcos e maus” fica o desafio ao Governo: E se, numa atitude de discriminação positiva, convidássemos especificamente os Suecos a vir visitar-nos neste verão?
Jorge Almeida, Porto
Este é o reporte gráfico da situação da covid-19 em Portugal no dia 9 de junho de 2020
usando dados da Direção Geral da Saúde e da Worldometers
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Atualizam-se aqui os gráficos e tabelas construídos que dão uma visão panorâmica da evolução da pandemia. Se muito depende dos comportamentos individuais e grupais, os comportamentos dependem do conhecimento dos dados que são comunicados. Cansado de vos cansar, contente com as palavras amistosas recebidas de muitos dos cerca de 1500 destinatários, considero a missão comprida e interrompo hoje o envio de mais reportes. Ficam como registos do passado e memórias de amanhã.


Média móvel é, em cada dia, a média da semana que termina nesse dia
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A França deu um salto para baixo no dia 3/jun não explicada
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A Worldometers deixou de indicar os curados de Reino Unido, Espanha e Suécia. Portugal deu um salto para baixo no dia 24/mai justificada por acerto na nova metodologia de registo de curados.
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Lisboa tem mais casos mas, se tivermos em conta a dimensão populacional, é o 9.º
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A região de Lisboa e Vale do Tejo passou a ser a que tem mais casos por mil habitantes.
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“Calma aí …… a máscara veio para ficar”
Os gráficos hoje partilhados são comparações entre Portugal e vários países com dados sobre a covid-19 recolhidos da Worldometers até 5 de junho de 2020.
Está na altura de começar a pensar se a gente vai continuar.
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Continuamos a comparar este indicador da proporção de óbitos em cada 100 casos positivos

Em 28/mai era assim: 
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O indicador das mortes por milhão de habitantes mantém Portugal numa posição intermédia na Europa. A Bélgica continua destacada, a Eslováquia está nos mínimos há muitos dias.

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Estamos entre os que fazem mais testes. A ordenação é a mesma do gráfico acima e dos abaixo

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Este gráfico mostra como não parece justificado fazer testes só para se saber o que se sabe

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A covid-19 espalhou-se na Europa de modo irregular (ou então os registos nacionais não obedecem aos mesmos critérios).

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Focando-nos apenas nos países de que anotei a progressão diária, proporcional à população, continuamos a ver como sobem em flecha os EUA,
o Reino Unido (com pequena inflexão) e a Suécia. A França sofreu há 3 dias uma queda não explicada.

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A evolução do número de “ativos” (n.º de casos positivos a que se subtraem os óbitos e os curados) é um importante indicador da situação nos países. Infelizmente,
a Worldometers não tem mostrado novos números de curados do Reino Unido desde 14/mai e o mesmo acontecendo desde 1/jun quanto à Espanha e à Suécia (que estavam a subir).
Estranha-se igualmente que, desde há várias semanas, o número de curados na Alemanha surja sempre arredondado para as centenas.

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Comparando os três países selecionados, vemos que o n.º de “ativos” português, depois de um acerto de registos, continua a não baixar coisa que se veja.
A Itália e a Alemanha mostram um valor confortavelmente abaixo da casa de partida.

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Tendo em conta a dimensão populacional, uma vez que não conseguimos saber os dados do R. Unido, Espanha e Suécia, vemos que Portugal, tendo baixado,
mantém, mais de 1000 “ativos” por milhão.

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Pela primeira vez o total de número de “ativos” no mundo apresenta uma descida.

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Juntei os EUA ao BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) apesar de, em muitos aspetos, os valores e as comparações sejam dificilmente compreensíveis


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“Calma aí … … todos podem errar”
Este é o reporte gráfico da situação da covid-19 em Portugal no dia 1 de junho
usando dados da Direção Geral da Saúde
Mais uma vez, envio gráficos e tabelas que facilitam a observação dos dados diariamente publicados e explicados nas conferências de imprensa do Ministério da Saúde e da sua Direção-Geral – uma prestação que muitos seguem e um monumento à paciência de Marta Temido e de Graça Freitas, quando os jornalistas parecem querer testar também a nossa.


As curvas de novos casos e de óbitos diários, modeladas pelas médias móveis, não parecem mostrar agravamentos significativos devidos ao desconfinamento (4 de maio).
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O afastamento das curvas de casos e de “ativos” (casos menos os óbitos, menos os curados), depois de um ressalto devido a acerto de registos, parece mostrar um aumento moderado (mais 11,2% do que em 24 de maio).
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* Pordata, 2018
Considerando a distribuição de casos por 1000 habitantes, o top 5 de municípios continua a não incluir os mais populosos. O município de Lisboa, muito falado a propósito do recente acréscimo de casos na região, mantém-se em 8.º lugar apesar de ser o que tem mais casos e mais habitantes.
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Considerando as regiões (agora com as populações do Censo 2011), o Norte continua a destacar-se tanto em nº de casos como de óbitos.
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A letalidade (que é apenas um indicador de proporção) aponta para uma maior gravidade nos homens do que nas mulheres.
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Apesar do número de casos positivos predominar nos adultos jovens, o n.º de óbitos é nitidamente superior nos adultos mais velhos (86% com 70 ou mais anos).
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As diferenças entre homens e mulheres são, no cômputo geral, pequenas tanto em número de casos covid-19 como em número de óbitos por/com covid-19
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A mortalidade geral (todas as causas) mantém-se próxima dos registos dos últimos anos.
“Calma aí……evitar contágios continua a ser essencial"
(*) “Paciência” é uma canção de Mafalda Veiga e João Pedro Pais