(mais em Legislação)
A taxa de incidência (soma de novos casos positivos nos 14 dias anteriores por 100 mil habitantes) tem vindo a subir a um ritmo preocupante. Em Portugal, passou os 120 no dia 10/10. Onze dias depois, passou os 240 (linha vermelha acima da qual se considera a situação grave). Sete dias mais tarde estava acima dos 360. Uma nova semana volvida, era ultrapassado o dobro daquela linha (480) e cinco dias depois atingimos os 600. Hoje estamos com 654,6.
Esta é a curva nacional:

Enquanto não é divulgada informação sobre as taxas de incidência dos municípios, eis os valores de hoje por região:

Oxalá as pessoas façam tudo o que podem para ajudar a controlar a disseminação. E compreendam que, por cada caso positivo conhecido que faz parte destas linhas, há ‘não-sabemos-quantos’ mais que são portadores assintomáticos. Act as you/he/she got it, please!
Se há momentos em que se aplica a frase “todos não somos de mais” é seguramente ao tempo
atual da pandemia. A inclemência infeciosa, traduzida no número crescente de infeções diárias e
de doentes internados em hospitais, ameaça fazer soçobrar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Situação que levou a que tenha sido decretado novo período de estado de emergência, tomando
medidas que, numa espécie de quadratura do círculo, prevenissem o alastrar da infeção com o
menor impacto na economia e na vida das pessoas. A controvérsia, inevitável e desejável, está
instalada na sociedade mas não irei por aí. Enquanto cidadão e médico em regime de trabalho
em exclusividade num hospital do SNS, interessa-me sim contribuir para o encontrar de
soluções que permitam tratar com qualidade o maior número possível de doentes Covid e não
Covid, recorrendo a todos os meios disponíveis, do SNS e dos setores privado e social.
(ver o artigo na íntegra, em doc. anexo)
Enquanto aguardamos pela informação das taxas de incidência dos municípios (foi anunciado que 240 casos por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias é o valor a partir do qual ficam sujeitos às medidas de contenção), eis a evolução da taxa nacional e os valores de ontem por região. Fontes: DGS, Pordata.





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Assim como, por ex.º, Lisboa tem mais casos positivos (somados desde o início da pandemia) por ter mais população mas está em 7.º lugar quando ajustamos o número à dimensão populacional, o gráfico da distribuição por grupos etários
que enviei na terça-feira é algo diferente se o ajustarmos à população de cada grupo etário, como sugeriu um amigo atento.
Fica assim, com os dados de ontem:


O bruto seria assim:

Senhor Presidente da República, Senhor Primeiro Ministro, responsáveis políticos em geral; de que é que estamos á espera para mudar “as regras do jogo” face ao recrudescer da pandemia?
Como pode o País aceitar que, por exemplo, as grávidas do hospital de Santarém tenham de ser transferidas para Vila Franca de Xira porque sete Anestesistas, supõem-se que assintomáticos, estejam de quarentena por a uma colega da mesma especialidade ter sido diagnosticada Covid-19! Partilhando o mesmo serviço e os mesmos locais de trabalho, não o fizeram de forma protegida usando como proteção, entre outras, máscara cirúrgica? Nos seus contactos hospitalares, não estiveram envolvidos outros grupos profissionais (enfermeiros, auxiliares ….) e doentes com outras patologias anestesiados pela colega! Pergunta-se: que lhes aconteceu?
(ver documento na íntegra, em anexo)
Espaço Público
(ver documento anexo)
Nas últimas semanas, em números absolutos, a região Norte regista acréscimos notórios:

Contudo, considerando os dados desde o início e a dimensão populacional,
as duas maiores regiões equivalem-se em casos e óbitos:

Acompanhando o crescimento de casos positivos, verifica-se um acentuado acréscimo de internamentos, embora as situações mais críticas cresçam a menor ritmo:

A distribuição etária atual pouco difere da de 1 de agosto:


Manter as cautelas de responsabilidade individual continua a ser imperativo!

ver documentos em anexo
By J Med Ethics: ver link
https://jme.bmj.com/content/medethics/early/2020/10/15/medethics-2020-106266.full.pdf