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quinta-feira, 28 maio 2020 21:41 Publicado em Outra informação

ontem, hoje e amanhã (*): por RA

Os gráficos hoje partilhados são comparações entre vários países com dados sobre a covid-19 recolhidos da Worldometers até 28 de maio de 2020. São modos de apresentação,

novamente sem comentários, sobre o que houve, há e haverá, ontem, hoje e amanhã.

BRICS é o agrupamento formado por cinco grandes países emergentes - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - juntos representam cerca de 42% da população

                                                   “Calma aí … Cientistas chineses previram há um ano nova epidemia de ...… veio para ficar”

 

 

 

 

domingo, 24 maio 2020 16:48 Publicado em Outra informação

palavras demais (*): por RA

Este é o reporte gráfico da situação da covid-19 em Portugal em 24 de maio

usando dados da Direção Geral da Saúde

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Os gráficos e tabelas aqui apresentados são formas de apresentação facilitadoras da observação dos dados diariamente publicados. Hoje, para não terem palavras demais, vão sem comentários.

                                                   

Sempre me sensibilizaram os monumentos erguidos em nome do soldado desconhecido, vítima anónima de uma qualquer guerra mundial. Mais que estátuas que homenageiam políticos e chefes militares, toca-me o reconhecimento conferido às vítimas diretas de um conflito para o qual não foram ouvidas nem achadas.

Estou certo de que irão ser propostas homenagens às vítimas da atual epidemia Covid-19. Com toda a justiça, uns clamarão: aos profissionais de saúde; aos políticos que delinearem a estratégia de combate à epidemia; aos idosos, grupo etário mais vitimado … outros, mais ciosos, irão pôr-se bico de pé exigindo o lugar de “primus inter pares”.

Face ao tamanho e relevância dos eleitos, receio que ninguém se lembre de propor que seja erigido um monumento à vítima desconhecida prestando o devido tributo a todos, incluindo aos trabalhadores das profissões menos reconhecidas.

Bem sei que é cedo para o fazer, mas, para que conste, fica a proposta feita.

Jorge Almeida, médico Cardiologista

quarta-feira, 20 maio 2020 19:10 Publicado em Outra informação

o que foi que aconteceu (*): por RA

Os gráficos aqui partilhados são feitos com dados sobre a covid-19 recolhidos da Worldometers colhidos a 20 de maio de 2020. São modos de apresentação que facilitam a observação do que foi que aconteceu.

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1. A letalidade dos países selecionados mostra que a proporção entre óbitos e casos nos diversos países selecionados apenas tem ligeiras variações. Valores altos podem significar poucos testes e valores baixos podem significar poucos óbitos com diagnóstico de covid-19. Ou o inverso. O curioso é a estabilidade internacional deste gráfico.

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2. Quanto aos óbitos por milhão de habitantes, este gráfico é muito semelhante ao de 14/maio mas os baixos números de alguns países não deixam de suscitar dúvidas. Sendo verdade que uma associação de fatores não significa sempre uma relação de causa/efeito, não podemos ocultar que na Eslováquia, por exemplo, só 1% dos testes deu positivo. Os gráficos paralelos, com dados sobre testes, dão uma ideia do significado da palavra “multifatorial”. 

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3. Eis a evolução dos totais de casos registados em cada país por milhão de habitantes. Os países com crescimento retilíneo (EUA, Reino Unido, Suécia) mantêm essa tendência. A convexidade dos outros augura boas evoluções. 

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4. A evolução diária dos “ativos” (total de casos depois de subtraídos os óbitos e os curados) é o principal indicador de que a pandemia se atenua. A Worldometers, estranhamente, não regista o número de curados nem de “ativos” do Reino Unido desde 15/maio. Dos restantes, Portugal e Suécia continuam tímidos neste critério.

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5. Continuando a comparar as curvas de Portugal, Alemanha e Itália, vemos agora que o nosso número absoluto de “ativos” pouco difere relativamente a 14/maio. De notar que estes valores não estão ajustados à dimensão populacional. 

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6. Porém, se ajustarmos à dimensão populacional, as diferenças de “ativos” nos países selecionados, hoje, mostram que a Suécia e Portugal continuam afastados dos restantes (o Reino Unido, que tinha pouco mais de 3000, “desapareceu” por falta de dados na Worldometers). 

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7. A evolução dos “ativos” no mundo prenuncia que teremos a covid-19 por cá por mais uns tempos. 

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  “Calma aí ...  Pin on Keep Calm And.........… e faz acontecer”

(*) “O que foi que aconteceu” é um fado cantado por Ana Moura

 

 

 

 

Reporte gráfico da situação da covid-19 em Portugal em 17 de maio (cerca das 14h00)

usando dados da Direção Geral da Saúde

Os gráficos e tabelas aqui apresentados são formas de apresentação facilitadoras da observação dos dados diariamente publicados. Tal como a vida é feita de pequenos nadas, a covid-19 também vai evoluindo nos vários ângulos em que pode ser vista – umas vezes de forma mais nítida, outras nem por isso.

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1. a) A linha dos novos casos diários está cheia de picos para cima e para baixo. É o que mostra o primeiro gráfico. Se usarmos uma “média móvel”, podemos ver no segundo gráfico a mesma linha mais arredondada. Embora menos real, talvez sirva para ver melhor o que acontece nos próximos dias depois do desconfinamento relativo iniciado há apenas 2 semanas


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1. b) O registo de novos óbitos diários acompanha a tendência acima vista: uma subida lenta seguida de uma descida igualmente lenta. É o que se pode ver nas linhas abaixo (real e com média móvel)

 

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2. A diferença entre casos confirmados e “ativos” vai aumentando – estava em 3363 a 7 de maio, 14 dias depois está em 5854 (cresceu 74%). Foi anunciado que os “curados” estão a ser alvo de novas metodologias de contagem. 

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3. Os vírus não sabem quantas pessoas vivem nos municípios. Aceitam-se explicações para que os 5 municípios com mais casos por mil habitantes continuem a não estar entre os 5 mais populosos

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4. a) É natural que haja mais casos nas regiões que têm mais habitantes. Mas, em cada região, as taxas de letalidade (óbitos por cada 100 casos confirmados), apenas valorizadas nas 3 regiões mais populosas, as diferenças continuam difíceis de explicar.

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4. b) Se calcularmos a proporção de casos e óbitos em função da dimensão populacional podemos ver que as diferenças regionais continuam acentuadas.

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6. a) Os vírus não sabem o sexo das pessoas que contaminam e o número total de casos e óbitos devidos a covid-19 distribui-se equitativamente entre homens e mulheres.

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6. b) Os vírus não sabem a idade das pessoas e a sua distribuição por vintenas de anos é gaussiana. Também não sabem onde ficam os “lares de idosos”, pelo que temos, ao menos, duas explicações para ser nos mais velhos que continua a haver mais óbitos (67% dos óbitos tinham 80 anos ou mais): estado de saúde mais frágil (vulnerabilidade) e portas abertas naqueles espaços (negligência).

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7. A linha de mortalidade geral diária (todas as causas juntas) em Portugal continua a abrandar aproximando-se das dos últimos anos. 

«Esvaziámos os hospitais por causa da covid-19, e o resultado é haver mais gente a morrer por causa desse esvaziamento do que por causa do vírus. Isto não faz sentido.» Esta tese, escrita ontem por um tudólogo profissional, só tem um bocadinho de verdade: não faz sentido!

“Calma aí …KEEP CALM AND Be Prudent Poster | joshuaabcd | Keep Calm-o-Matic… se não for preciso sair”

(*) “A vida é feita de pequenos nadas” é uma música de Sérgio Godinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 16 maio 2020 14:13 Publicado em Artigos de opinião

A peste - artigo de Jorge Almeida

Além da oportunidade de apreciar a arte literária de um dos maiores escritores do pós-guerra, valerá a pena ler ou reler a Peste de Camus?

No auge da devastação Covid-19 li, algures, ser este um dos romances mais procurado em Itália. Lembrava-me de o ter lido há muitos anos, mas pouco ou nada restava na memória para além da impressão de ser um pouco “seca”. Seria mesmo ou não teria apreciado devidamente a obra por pouca maturidade? Curioso, procurei o livro na minha “lixeira” literária e reli-o em plena ascensão da epidemia entre nós.

Não vou discutir o estilo de escrita, não porque não gostasse de ter o saber para tanto mas, sem falsa modéstia, por reconhecida incompetência. Limito-me a dizer em abono que aprecio a escrita depurada: frase curta e incisiva, poupada em adjetivos e em figuras de estilo.

Quanto à riqueza na caracterização das personagens, comportamento humano e  pano de fundo emocional em que se movimentam, o livro mantém toda a atualidade: A densidade humana da figura central do romance, o médico que, do principio ao fim se entrega sem hesitações ao tratamento dos doentes,  procurando soluções para pôr cobro a uma epidemia inclemente; o oportunismo do agiota que, mesmo quando tudo vai ruindo à sua volta, não para de enriquecer à custa da miséria alheia; a hesitação do “estrangeiro” que se debate entre a fuga hedónica e o sentido do dever, decidindo ficar para dar corpo à luta contra o flagelo.

Mesmo a incerteza do tempo que hoje vivemos, será que já nos livrámos do “bicho” ou tudo não passa de falsa trégua, está bem retratada nesta obra intemporal.

Leiamos pois a Peste de Camus.

 Jorge Almeida

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