sexta-feira, 19 fevereiro 2021 14:50 Publicado em Artigos de opinião

Vacinacao: artigo de opinião de Jorge Almeida

Não, não me esqueci da cedilha. O mundo da vacina Covid é que tomou forma de mundo cão. Enquanto alguns países regurgitam vacinas, caso do Canadá que assegurou a compra de 400 milhões de unidades

para uma população que ronda os 40 milhões, os da União Europeia não vão poder cumprir o plano vacinal delineado por incumprimento contratual das farmacêuticas do nosso hemisfério e, os do costume,

não sabem ainda se/quando irão ter vacinas.

(ver o artigo, na íntegra, em documento anexo)

domingo, 14 fevereiro 2021 21:03 Publicado em Artigos de opinião

Ainda que mal pergunte !... : por Rosalvo Almeida

Então, ele virou-se para mim e disse-me assim:

– Tens visto os telejornais? Não achas estranho os doentes aceitarem tão facilmente ser filmados a mostrar os seus sofrimentos e emoções?

– Acho! Mas estou certo de que os jornalistas pedem autorização para os filmarem e para aparecerem na TV.

– E isso basta?

– Parece-me que não, mas que queres? É o que está a dar…

– E não podemos fazer nada?

– Nós, eu e tu, não podemos fazer nada. Talvez indignarmo-nos nas redes sociais ou participar em fóruns das telefonias sem fios, sei lá!

– Cá para mim, os profissionais de saúde, nas suas unidades de internamento, nem percebem que podem desempenhar um papel na moderação dos jornalistas.

– Os jornalistas, sedentos de casos, têm artes de ultrapassar as barreiras que encontram e os doentes e seus familiares estão também sedentos de fama.

– E não podemos fazer nada?

– Talvez as comissões de ética das instituições possam sair da sua passividade. Talvez possam trabalhar junto dos seus profissionais de saúde no sentido de lhes lembrar as suas responsabilidades éticas nesta matéria. Há que lhes fazer ver que,

se um jornalista pretende gravar um depoimento de um doente, os médicos e os enfermeiros podem (e devem) aconselhar moderação e lembrar as vantagens da confidencialidade. Afinal receberem mensagens a dizer que os viram na TV não compensa

o sossego perdido nem as insinuações de exibicionismo fácil.

– Parcimónia? O que isso? És muito ingénuo!

– Achas?

Dobrámos mais uma vez a espinha. Não sei o que sente hoje o cidadão comum, mas, como médico a trabalhar há 43 anos no Serviço Nacional de Saúde, sinto vergonha e indignação pela forma como o País abordou a segunda fase da pandemia.

À unidade, determinação e capacidade de antecipação, da primeira fase, seguiu-se o deslumbramento e o desleixo autocontemplativo. Poder político e estruturas da sociedade civil, tão céleres a responder inicialmente, deixaram-se adormecer na

expectativa de que o vírus desaparecesse ou se ficasse por outras paragens.

(ver artigo, na íntegra, em anexo)

Este é o seu testemunho, que é também um alerta e um gesto de reconhecimento.

(ler a entrevista em: https://www.publico.pt/2021/01/29/sociedade/noticia/noticias-tunel-1947979)

 

 

A progressão rápida e descontrolada da epidemia Covid obriga a que, uma vez mais, a Saúde se imponha à Economia.

Está decidido, fecham-se também as escolas arrostando a sociedade com todas as consequências negativas para alunos,

famílias e danos colaterais associados a uma medida drástica, mas necessária, para “meter o vírus na ordem”.

(ver o artigo, na íntegra, em anexo)

A pandemia está descontrolada a nível mundial. Nuns países mais que noutros, é certo, mas, globalmente, o vírus continua indomável. O País não escapa à regra, os serviços de saúde estão no limite da capacidade sendo as ameaças de rotura constantes.

Esgrimem-se erros e justificações, com pouco proveito no combate a um inimigo resiliente e decidido a viver custe o que custar.

(ver o doc. na íntegra, em anexo)

quarta-feira, 06 janeiro 2021 11:24 Publicado em Artigos de opinião

Haja vacinas disponíveis: artigo de Jorge Almeida

Apesar de instado pela saúde ocupacional do hospital onde trabalho, recusava fazer a vacina da
gripe sazonal. Pensava, porquê proteger-me de uma doença que normalmente resolvo com lenços
de papel? E assim foi até ao dia em que um colega me alertou para a razão da convocatória residir
na proteção aos doentes com que lidamos no dia-a-dia. É pelos outros, não é por ti que te deves
vacinar.
(ver o artigo na íntegra em documento anexo)

quarta-feira, 30 dezembro 2020 15:05 Publicado em Artigos de opinião

SNS em mutação - artigo de opinião: Jorge Almeida

Não são só os vírus que sofrem mutações, os sistemas de Saúde também podem sofrer
alterações que a pouco e pouco os vão descaracterizando. A decisão de alargar a ADSE aos
funcionários públicos com contrato individual de trabalho, envolvendo cem mil trabalhadores
dos quais sessenta mil exercem funções no Serviço Nacional de Saúde, traduz claramente uma
opção política de valorização de um modelo assente em seguros de saúde em detrimento do
grande seguro coletivo, suportado por todos através dos seus impostos, o Serviço Nacional de
Saúde (SNS).

(ver artigo completo em documento anexo)

No início do ambicionado plano de vacinação anti Covid-19, é ainda cedo para avaliar em toda
a extensão as consequências da epidemia infeciosa que nos atormenta, nomeadamente na
área da Saúde. Há, porém, algumas ilações que podem desde já ser tiradas:

(ver o documento na íntegra, em anexo)

Ficámos a saber que os setores privado e social, vão receber por doente Covid um valor que
varia entre os dois mil e quinhentos e os oito mil euros, de acordo com a gravidade da situação
(regime de enfermaria, internamento em unidade de cuidados intensivos e tempo de
permanência neste regime). Dirão alguns, uma pipa de massa! Outros, talvez não seja assim
tanto dado os custos atuais dos atos médicos. Uma coisa parece certa, se foi este o preço
acordado entre o Ministério da Saúde e privados é porque serve a ambas as partes e,
seguramente, não nasceu do nada.
(ver artigo, na íntegra, em anexo)

terça-feira, 27 outubro 2020 16:23 Publicado em Artigos de opinião

Mudem-se as regras! Artigo de Jorge Almeida

Senhor Presidente da República, Senhor Primeiro Ministro, responsáveis políticos em geral; de que é que estamos á espera para mudar “as regras do jogo” face ao recrudescer da pandemia?

Como pode o País aceitar que, por exemplo, as grávidas do hospital de Santarém tenham de ser transferidas para Vila Franca de Xira porque sete Anestesistas, supõem-se que assintomáticos, estejam de quarentena por a uma colega da mesma especialidade ter sido diagnosticada Covid-19! Partilhando o mesmo serviço e os mesmos locais de trabalho, não o fizeram de forma protegida usando como proteção, entre outras, máscara cirúrgica? Nos seus contactos hospitalares, não estiveram envolvidos outros grupos profissionais (enfermeiros, auxiliares ….) e doentes com outras patologias anestesiados pela colega! Pergunta-se: que lhes aconteceu?

(ver documento na íntegra, em anexo)

 

 
 
 

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